Crisma
A lei moral e a consciência
A lei natural inscrita no coração de todo ser humano e a consciência como juízo prático que a aplica a cada ação concreta.
- Parágrafos
- CIC 1776-1802, 1950-1974
O Catecismo, nos números 1950 a 1974, ensina que existe uma lei moral natural, expressão da sabedoria e da bondade de Deus, inscrita no coração de todo ser humano e reconhecível pela razão: «São Paulo diz que os gentios [...] mostram que a lei está escrita em seus corações» (cf. Rm 2,14-16). Essa lei natural encontra sua expressão histórica na Lei antiga (o Decálogo) e sua plenitude na Lei nova, o Evangelho de Cristo, resumido no mandamento do amor.
A consciência moral, tratada nos números 1776 a 1802, é definida como «juízo da razão» pelo qual a pessoa reconhece a qualidade moral de um ato concreto que vai realizar, está realizando ou já realizou: é a «voz» que convida ao bem e afasta do mal em cada situação particular da vida.
A consciência deve ser formada continuamente pela Palavra de Deus, pelo ensino da Igreja e pelo exame sincero de si mesmo, pois pode errar por ignorância não culpável ou por negligência culpável. Discernir com retidão de consciência, segundo a lei moral recebida de Deus, é tarefa que a catequese de Crisma ajuda o jovem a assumir com maior autonomia e responsabilidade.