Crisma
A Encarnação do Verbo
O Filho de Deus se fez homem, concebido pelo Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, permanecendo Deus e assumindo verdadeira natureza humana.
- Parágrafos
- CIC 456-483
O terceiro artigo do Credo professa que Jesus Cristo «foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria». O Catecismo, nos números 456 a 483, pergunta pelo motivo dessa Encarnação: o Verbo se fez carne para nos salvar, reconciliando-nos com Deus, para que conhecêssemos o amor de Deus, para ser modelo de santidade e para nos fazer «participantes da natureza divina» (cf. 2Pd 1,4).
A fé da Igreja professa que, na Encarnação, o Filho de Deus não deixou de ser Deus ao assumir a natureza humana: é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, unido numa só Pessoa divina, sem confusão nem separação entre as duas naturezas — verdade definida solenemente pelo Concílio de Calcedônia.
A maternidade virginal de Maria, concebendo por obra do Espírito Santo, é sinal de que essa geração é obra totalmente divina: «O Espírito Santo virá sobre ti [...] por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus» (Lc 1,35), palavras do anjo que a catequese de Crisma retoma para aprofundar o mistério do Natal cristão.