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Compêndio CatólicoCatálogo de consulta · santos, papas, doutrina e história

Concílios · 18º concílio ecumênico

Concílio de Latrão V

Décimo oitavo concílio ecumênico (1512-1517): último concílio reunido antes da Reforma protestante, tratou da reforma da Igreja e reafirmou a autoridade papal frente ao conciliarismo.

Posição
18º dos concílios ecumênicos
Anos
1512–1517
Local
Basílica de São João de Latrão, Roma

Convocado pelo papa Júlio II em 1511, em resposta ao concílio cismático de Pisa promovido pelo rei Luís XII da França e por um grupo de cardeais dissidentes, o concílio abriu-se na Basílica de São João de Latrão, em Roma, em 3 de maio de 1512. Após a morte de Júlio II, em fevereiro de 1513, os trabalhos prosseguiram sob seu sucessor, Leão X, até o encerramento, em 16 de março de 1517 — poucos meses antes de Martinho Lutero afixar suas 95 teses em Wittenberg.

O concílio anulou os decretos do sínodo dissidente de Pisa e reafirmou a superioridade do papa sobre qualquer concílio, revendo a ambiguidade deixada pelos decretos conciliaristas de Constança. Na sessão de 19 de dezembro de 1513, pela bula "Apostolici Regiminis", definiu como dogma de fé a imortalidade pessoal da alma humana e sua criação individual por Deus, contra correntes averroístas então difundidas em certos meios universitários. Tratou ainda da reforma da cúria e do clero, da disciplina da pregação e da censura prévia de livros, sem produzir a reforma profunda que a situação da Igreja exigia.

A insuficiência das medidas de reforma aprovadas em Latrão V é frequentemente apontada pelos historiadores como um dos fatores que deixaram a Igreja despreparada para a crise que a Reforma protestante desencadearia poucos anos depois; a reforma mais ampla, reclamada por muitos participantes do próprio concílio, só viria com o Concílio de Trento, décadas mais tarde.

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