Concílios · 9º concílio ecumênico
Concílio de Latrão I
Nono concílio ecumênico (1123): ratificou a Concordata de Worms, encerrando a Questão das Investiduras entre o papado e o Sacro Império.
- Posição
- 9º dos concílios ecumênicos
- Anos
- 1123
- Local
- Basílica de São João de Latrão, Roma
Convocado pelo papa Calisto II em dezembro de 1122, logo depois de firmada a Concordata de Worms com o imperador Henrique V, o concílio reuniu-se na Basílica de São João de Latrão, em Roma, em março de 1123. É contado como o primeiro concílio ecumênico celebrado no Ocidente latino e o primeiro presidido inteiramente por um papa, sem convocação imperial — ao contrário dos sete primeiros concílios, convocados por imperadores romanos ou bizantinos.
A assembleia leu e ratificou solenemente a Concordata de Worms, que pusera fim a décadas de disputa sobre a investidura de bispos e abades: os prelados passariam a ser investidos pela Igreja com o anel e o báculo, símbolos espirituais do cargo, cabendo ao imperador apenas a investidura com o cetro, símbolo dos bens temporais. O concílio promulgou ainda cerca de 22 cânones disciplinares, retomando decretos de sínodos anteriores contra a simonia e o concubinato clerical e reafirmando a proteção da Igreja aos peregrinos e à chamada "trégua de Deus".
Latrão I marca o início da série dos concílios gerais realizados no Ocidente latino, sob presidência direta do bispo de Roma — sequência que se estenderia, na numeração católica, até o Vaticano II.