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Compêndio CatólicoCatálogo de consulta · santos, papas, doutrina e história

Concílios · 3º concílio ecumênico

Concílio de Éfeso

Terceiro concílio ecumênico, reunido em 431 sob Teodósio II. Condenou o ensinamento de Nestório e confirmou o título de Theotokos, Mãe de Deus, dado à Virgem Maria.

Posição
3º dos concílios ecumênicos
Anos
431
Local
Éfeso, Ásia Menor (atual Turquia)

O Concílio de Éfeso foi convocado pelo imperador Teodósio II e reuniu-se de 22 de junho a 31 de julho de 431, na igreja de Maria, em Éfeso, na Ásia Menor. As estimativas de participação variam, situando-se em torno de duzentos bispos. O conflito opunha Nestório, bispo de Constantinopla, que preferia chamar Maria de Christotokos (que gera Cristo) em vez de Theotokos (que gera Deus), a Cirilo de Alexandria; em agosto de 430, um sínodo romano presidido pelo papa Celestino I já condenara Nestório. Cirilo presidiu os trabalhos, que começaram antes da chegada do grupo de João de Antioquia e dos representantes do Ocidente.

O concílio condenou a doutrina de Nestório, que foi deposto após recusar-se a comparecer, e recebeu a segunda carta de Cirilo a Nestório como expressão da fé reta: aquele que Maria gerou é uma só pessoa, o Verbo eterno encarnado, e por isso ela é corretamente chamada Mãe de Deus. A assembleia declarou ainda que o símbolo niceno bastava, proibindo a composição de outra fórmula de fé, e condenou o pelagianismo.

O desfecho foi tumultuado: os bispos antioquenos reunidos à parte sustentaram Nestório, mas o imperador reconheceu como legítimo o concílio de Cirilo, decisão confirmada por Celestino I. A reconciliação parcial veio com a Fórmula de União de 433, que afirmava a unidade da pessoa de Cristo sem sacrificar a integridade de suas naturezas. Nestório retirou-se a um mosteiro e, em 435, foi exilado no Alto Egito; o episódio abriu o chamado cisma nestoriano.

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